Petrobras: o monstro de duas cabeças

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Divulgação

Imagine uma situação hipotética onde o governo INTERVIESSE na companhia, investindo bilhões de reais do tesouro (leia-se pagador de impostos, transferência de recursos públicos para o privado) gerando mais lucros e consequentemente mais dividendos e valorização das ações. Seria uma intervenção do “bem” que o Mercado aplaudiria de forma corretíssima, pois o seu objetivo deve ser o lucro. Vale lembrar que estatais constituídas no ado, o foram como ferramentas de interesse do Estado em apoio às políticas públicas. Logo isso foi deturpado levando praticamente todas a viverem as custas do pagador de impostos.

O justo seria a Petrobras enquanto estatal ter produção competitiva, não dar prejuízos, manter os investimentos e distribuir dividendos atraentes aos investidores, não buscando somente lucros excepcionais. Enquanto estatal, com as ressalvas acima, deveria atender os interesses do país (atente, eu disse país e não governo).

Agora, se ela for existir por conta do Mercado, deveria ser vendida imediatamente (melhor solução), ou é público ou privado, vide problema semelhante com o Banco do Brasil. Lembrando ainda, que quando alguém investe em uma estatal certamente ele conhece a Constituição e a Lei das estatais para evitar a compra de gato por lebre.

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A máquina pública não existe para  gerar lucros financeiros, o que ela deve fazer basicamente é não atrapalhar o EMPREENDEDOR, o verdadeiro produtor de riqueza.

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